sábado, 6 de julho de 2013

Intercâmbio depois dos 25, foco no resultado!




Depois dos 25 o planejamento para o intercâmbio tem algumas diferenças com relação ao tradicional intercâmbio na adolescência. A diferença fundamental é que estamos (ou deveríamos estar!) muito mais focados no resultado. Queremos inglês fluente, networking, diferenciação, experiência internacional, acesso as novas tecnologias e soluções na nossa área. Tudo isso no menor espaço de tempo possível. Afinal, precisamos mitigar o custo de oportunidade de renunciar a nossa carreira, mesmo que por pouco tempo.

Então vamos aos pontos que considero mais importantes baseados na minha experiência.

Quanto tempo? Se você está no nível básico ao intermediário, 6 meses é o tempo que considero ideal. Meu programa durou quase 1 ano, poderia ter otimizado melhor os meus gastos e investido em outros cursos de formação profissional. Se o seu inglês está entre o intermediário e o avançado, não vejo motivos para ficar mais de 3 meses, a não ser que tenha outros objetivos além dos destacados no primeiro paragrafo.

Casa de família ou residência estudantil? Sem sombra de dúvida, casa de família. Muitas pessoas procuram a residência estudantil por considerarem os custos mais baixos, mas isso nem sempre é verdade. Depois dos 25 somos mais exigentes com relação à moradia, alimentação, limpeza, segurança, privacidade, entre outras coisas. Pagar por tudo isso morando numa residência estudantil pode levá-lo a gastar o mesmo tanto ou mais do que se morasse em uma casa de família. Ainda tem o fato de que a residência estudantil fatalmente abrigará brasileiros e isso poderá atrapalhar a atingir os seus objetivos no menor tempo possível.

Diferenciais competitivos: devemos aproveitar a oportunidade para enriquecer o currículo, não apenas com o inglês. Procurar por voluntariado na área técnica. Prestar atenção aos congressos que estão acontecendo na cidade, em muitos deles, você pode aplicar para voluntário e ter passe livre ao evento. Nesses eventos também temos a oportunidade de ampliar a rede de contatos com profissionais locais e de outros países. Pesquisar sobre empresas que atuam no nosso segmento, em alguns casos a própria empresa promove programas de visitas guiadas. 

Assim como no Brasil, muitas universidades ou centros educacionais e de negócios, oferecem cursos de curta duração ligados a nossa área de conhecimento. Esses cursos quase sempre não são baratos, então quando estiver planejando o seu intercambio é melhor saber exatamente quais cursos você pretende fazer, quais instituições estão oferecendo e por quanto. 

O nosso planejamento não deve fugir em nada as premissas da gestão de projetos de balancear custo, tempo, escopo e qualidade. Lembrando que o tempo tem um peso importante nesse caso. É impossível mudar uma variável sem afetar as outras. Então com a maturidade peculiar aos 20 e tantos anos, habilidades técnicas e de gestão, faça o seu planejamento e foque no resultado!

Um comentário:

Luiz Irias disse...

Isadora, como sempre obrigado pelas dicas, todas elas serão de grande aproveito.

Penso igual. Em casa de família temos a grande oportunidade de conversar com realmente usa o inglês no dia a dia.

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