quarta-feira, 12 de junho de 2013

Em cima do muro, por que não?



A famosa expressão, “em cima do muro”, sempre teve uma conotação negativa, indicando que existem dois lados e que algo ou alguém não está em nenhum dos dois. Crescemos e vivemos em uma sociedade onde existem modelos prontos para tudo e onde não ter um lado é considerado algo não inteligente.

Desde pequenos recebemos nossas “camisas sociais”, as quais somos treinados a defender como verdades únicas e absolutas. Alguns assuntos exigiriam discussões quase infinitas, tamanha é a complexidade deles. Mas ao contrário disso, a sociedade de forma direta e indireta força-o a assumir um lado sem antes questionar todo o contexto em que cada um desses modelos foram criados. Muitas questões exigem que você olhe para o passado e presente da sua sociedade, para o mundo e ainda tente estimar o impacto disso no futuro. É nesse momento que me lembro da formação dos grupos sociais e da necessidade do ser humano em “ser aceito” e “pertencer” a um grupo.

Você é contra ou a favor do aborto? Você é contra ou a favor das quotas raciais? Você é contra ou a favor da legalização da maconha? Perguntas como essas, induzem a nos posicionarmos em um dos dois lados. Coloque-se em cima do muro antes de escolher o seu lado. Questione as verdades absolutas e os modelos pré-estabelecidos. Verá que cada lado tem seus prós e contras e, no final, talvez descubra que nenhum dos dois expressa o que você realmente pensa.


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